segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

there and back again.

assim, oi, meu nome é luísa!
chances de uma coisa dessas acontecer: total!
chances de um coisa dessas vingar: neeearly zero!
buuut, vai saber, né...

nem sei mais quantas dessas eu aprontei na vida. já perdi as contas! tentei fazer um lancezinho sério, tentei fazer algo totalmente pessoal, tentei fazer algo totalmente cultural... até tentei fazer algo totalmente literário; não deu muito certo.
mas, como brasileiro é foda e não desiste nunca, eu volto. sou tipo highlander: só cortando a cabeça mesmo. não tenho a mínima presunção de fazer disso algo regular, muito menos creio que terei tempo para tanto. tudo isso não passa de uma abobação criada numa noite de insônia numa cidade onde nada funciona, não se tem muito o que fazer e se pode ver uma quantidade de filmes considerável, além de ser possível dar um cath up em leituras. isso surge numa cidade onde os meus joelhos incham de uma maneira indescritível, onde eu não posso fumar "abertamente", onde 2 latas de cerveja - mediana, diga-se de passagem - num domingo de churrasco me são suficientes, onde eu volto a ser a guriazinha do pai e a companheirinha da mãe. lugar esse onde eu chego a ter espasmos de tédio e de raiva por não ter o que fazer. onde eu não acho mais os amigos nos lugares onde antes via, não tenho mais aquele amor pra dar... virou local de desapego.

engraçado que existe toda uma explicação, uma apresentação pra só deus sabe quem.

de qualquer maneira, existe um singelo afeto pela grande loja da rede Multisom, que menospreza as bandas boas e coloca, para a minha felicidade, álbuns geniais do Johnny Cash (American Recordings, pra ser mais exata) por meros 14 pilas. e, como se não bastasse, coloca também o Hot Fuss do Killers e mais vários do Oasis na mesma promoção. e o limite? só vai. alguém consegue segurar a periquita com tanta promoção? eu não, seu joão. eu sou escravinha do cartão, das compras, dos shoppings, das revistas, da internet, das músicas, dos presentes! e das festas! ah, as festas. as saídas pros becos, os opens, as diversões de banheiro, as tentativas, por vezes frustradas, de fumar na pista inferior quando ainda é proibido, as pessoas novas, as misturas, o whiskey com guaraná, o cansaço mortal nos pés e, por fim, o sofá. as conversas de bêbado no chão, o Andy Rourke a poucos metros de distância, a discussão sobre ser uma galinha ou um soldado espartano. coisas que só presenciando pra entender.

e depois de tudo isso, passa-se na federal do rio grande do sul prum curso que se realmente gosta. entra-se pro seleto grupo de pessoas que provavelmente nada farão nas quintas à noite a não ser dividir-se entre a hora feliz da geo e suas bandas, cerveja e calores e os inferninhos do cel com seus sambas antigos, suas rodas de viola, suas pessoas com o ar sempre blasé e com tanto conhecimento que o dito cujo chega a ser derramado por todos os orifícios que compreendem o corpinho dos presentes.

a cada segundo que se passa fica cada vez mais forte a impressão de que tudo já está feito, decidido e selado! que agora é só seguir um mero currículo acadêmico e ver o pote de ouro no fim do arco-íris. o quê me espera durante esses 4 anos e meio? o quê seria passível de mudança nos últimos anos? o quê me faria mais feliz? o quê me deixaria diferente?
o importante é saber que i won't back down e que i'll be what i am.
enquanto ainda houver Johnny Cash, amigos, bebidas, parcerias, música e um pouquinho de drama pra fazer a luísa feliz, tudo dará certo, i bet my ass on it. i truly bet!

então que a insônia vá embora, que volte o sono e os sonhos, que chegue o dia de sair daqui, que chegue o dinheiro, que chegue Gramado e toda a felicidade que isso pode acarretar. que chegue o dia das aulas, que chegue os amigos novos, os amigos adorados, os amigos que importam. que chegue o banco imobiliário, que chegue o war, que chegue as brigas, que chegue tudo o que puder chegar, porque i'm not afraid to die!